'ANIMALIA' EM PRODUÇÃO
Após ter tido quatro episódios exibidos anteriormente, a Play Network voltou a investir na produção, que já está com 10 episódios encomendados para a atual temporada. Entre as novidades, estão mudanças nos nomes dos personagens e a promessa de que a temporada poderá chegar ao fim, sem um final feliz.
ESTREIA DE 'OS CARIOCAS' É ADIADA PARA JANEIRO
Após ter estreia anunciada para 1° de dezembro, foi decidido que a série entrará no ar apenas no mês de janeiro. Os motivos principais foram o atraso na produção dos episódios, e as festas de fim de ano, que poderiam prejudicar a audiência da série. Uma nova data será divulgada nos próximos dias.
AS WEBNOVELAS ESTÃO DE VOLTA
Não é só em séries que a Play Network está investindo. De acordo com informações, uma webnovela está sendo escrita e tem previsão de ter ao todo 12 capítulos. A trama central irá girar em torno de uma mulher que trocou seu bebê com o da empregada, pelo fato de sua filha, fruto de um relacionamento extra-conjugal, ter nascido com a pela em uma tonalidade mais escura, o que colocaria seu casamento milionário em risco. Mais detalhes serão divulgados em breve, aqui no Drops.
PRODUÇÃO E EXIBIÇÃO - PLAY NETWORK
APRESENTAÇÃO - NARAK SLATER
Goiânia/GO - 22h30min
Um casal parou o carro, há alguns quilômetros das estradas que davam acesso a cidade. O garoto levou a namorada até o interior da floresta, e logo começaram a tirar a roupa.
Chica| Eu não tenho certeza se realmente estamos fazendo a coisa certa.
Harry| Acalme-se! Prometo que será rápido e inesquecível.
Chica começava a ficar tensa, enquanto sua calça era retirada de seu corpo. Harry mesclava excitação com outra sensação, a qual Chica não conseguia decifrar. Ele beijava seu pescoço loucamente, passando a língua de maneira forte e estranha.
Chica| Quero ir para casa!
Harry não lhe deu ouvidos e começou a retirar o sutiã da garota.
Chica| Eu disse que quero ir pra casa!
Chica colocou a mão na alça, impedindo que ele a descesse.
Harry| Não tenha medo! Eu quero você pra mim!
Chica| Ou você me leva pra casa agora, ou nunca mais vamos nos ver!
Harry| Já que é assim que você quer...
Harry pegou as duas alças do sutiã de Chica e as arrebentou, fazendo com que a peça caísse no chão. A garota tapava os seios com os braços, demonstrando certo medo dele.
Harry| ... eu não pretendia vê-la de novo mesmo.
Chica| De que você está falando?
Harry olhou no fundo dos olhos de Chica. Sua face começou a mudar de formato: a boca lisa e perfeita, deu lugar a um focinho pontiagudo, com dentes caninos a mostra. Os olhos verdes ficaram amarelos com um traço negro no centro. Seu cabelo loiro caindo sobre os olhos, encurtou-se e ficou ainda mais amarelo, com manchas negras. Sua roupa se rasgou por inteiro, exibindo seu corpo escultural, antes de ficar completamente peludo. Suas pernas dobraram-se um pouco, em forma de patas. Suas unhas transformaram-se em garras. A garota olhou e notou que estava frente a frente com um leopardo.
Chica| Meu D...
As palavras faltavam. Sua voz falhava. O que ela acabara de presenciar era incrível, mas assustador. Ela estava imóvel enquanto aquele animal começava a babar e a dar passos leves em sua direção. Antes mesmo que pudesse pensar em algo, o animal saltou sobre seu corpo, derrubando-a no chão. Os caninos foram cravados em seu pescoço. Agora com o cadáver na boca, o leopardo se alimentou e levou os restos para floresta adentro.
CAPÍTULO 01: O primeiro dia
Petrópolis/RJ - 07h35min
Hoje é o meu primeiro dia na Universidade de Petrópolis, onde cursarei Direito nos próximos quatro anos. Para minha sorte, duas amigas da época de escola também passaram para a faculdade e irão
estudar na mesma sala que eu.
Natureza| Vocês estão tão nervosas quanto eu?
Luécia| Não estou nervosa, estou apenas ansiosa.
Natureza| E você?
Alice| Nem um, nem outro. Pra mim é apenas mais um começo de ano letivo.
Confesso que a tranqüilidade de Alice sempre me causou inveja. Ela parecia estar preparada para tudo, seja qual fosse a ocasião que estivesse prestes a enfrentar. Sua serenidade na voz, sempre era exaltada pelos professores da escola, durante as apresentações dos trabalhos em grupo. Era considerada como a garota perfeita, por nove em cada dez alunos da antiga escola: cabelo liso e longo, de cor castanha. Pele branca, sem nenhuma marca da adolescência. Olhos castanhos claros, e uma dentição perfeita. Em tantos anos de amizade, nunca encontrei um defeito grave nela.
Natureza| Qual será nossa primeira aula?
Luécia| Conceitos básicos do direito civil. Não poderíamos ter começado o ano pior.
Luécia era o oposto de Alice. Demonstrava maiores variações diante das adversidades de situações que encontrava. Se irritava com certa facilidade, e era considerada como a “garota Sansão” pelos meninos da escola. Usava um cabelo curto e extremamente preto, gostava de usar lápis nos olhos para contrastar com a pele branca. Sua boca era avermelhada, e seus dentes eram bem claros. Seus olhos eram da mesma cor de seu cabelo, combinando também com a cor de suas roupas e de suas unhas: ela era uma quase gótica.
Alice| Se estamos aqui, é para estudar Direito né.
Luécia| Podíamos ter começado por conceitos básicos de Direito criminal, ou algo do tipo. Já jogaram o lenga lenga logo pra primeira aula.
Enquanto andávamos pelo corredor em busca da sala 44, percebi que havia três garotos atrás de nós. O do lado esquerdo era o mais baixo, com uma jaqueta preta e uma camiseta branca. Sua pulseira verde me chamou a atenção, além de seu cabelo vermelho com raios laranja. O do meio era o mais bonito, com um olhar fixo em mim e um cabelo longo o suficiente para cair sobre os olhos. Era o mais alto e seu peitoral definido se destacava sob a camiseta branca que trajava, coberta com uma jaqueta jeans azul escuro. O da ponta direita era da mesma altura do primeiro, só que com olhos verdes e uma marca não muito perceptível próxima ao olho direito.
Natureza| Tem três caras nos seguindo. - falei o mais baixo que pude, para que não me ouvissem.
Luécia, como sempre nada discreta, olhou para trás e os encarou rapidamente por alguns segundos. Eu apertei seu braço, na tentativa de que ela virasse para frente o mais rápido possível, mas sem muito sucesso.
Alice| Eles estão nos seguindo desde que chegamos.
Natureza| O que?
Meu estômago apertou, como se eu tivesse levado um soco. Como que eu não havia percebido a presença deles então? Eles se destacavam facilmente no meio dos outros, que usavam roupas mais leves, devido à temperatura de fim de verão que pairava sobre a cidade.
Luécia| Ah não, eu quero saber o que eles querem!
Natureza| Espere Lué...
Antes que eu pudesse tentar impedi-la, ela já estava indo na direção do trio, que a essa altura, tinha parado de andar percebendo que ela rumava até eles. Alice me puxou e fomos atrás dela.
Luécia| Por que vocês estão nos seguindo? Perderam alguma coisa?
Apesar da “sutileza” na voz de Luécia, os três pareceram não se importar muito com o “ataque” repentino dela. Pelo contrário, exibiram um sorriso quase que sincronizado. Fiquei encantada, me senti em um comercial de pasta de dentes.
Thomas| Deixe eu me apresentar, meu nome é Thomas. Vim de Teresópolis com meus amigos e estamos começando hoje aqui na universidade. Esses são meus amigos, Vidente e Jotapê.
Os dois nos cumprimentaram com a cabeça, enquanto que o do meio continuava dando explicações.
Thomas| Nós decidimos segui-las, porque vimos o livro de direito civil na bolsa dela, e notamos que vocês eram da mesma sala que nós. E como não conhecemos o lugar, fomos atrás de vocês.
Ao vê-lo apontar para minha bolsa aberta e escancarada, notei que o zíper havia aberto e meu livro estava exposto, quase que caindo.
Natureza| Ah... obrigada! Eu não tinha visto.
Arrumei a bolsa e voltei a fechá-la, desta vez me certificando que o zíper não abriria novamente, sem que eu o puxasse.
Alice| Na verdade, não conhecemos aqui também. Estamos atrás da sala 44 há alguns minutos.
Jotapê| Ah que sorte! Tão perdidas quanto nós, então.
Todos riram menos Luécia, que continuava tensa e desconfiada. Para nossa sorte, um garoto passou e pareceu ouvir Alice comentando sobre a localização da sala 44.
Samuka| Fica pra lá, virando à direita. É a terceira porta.
Alice| Ah, muito grata!
Fomos até o local indicado e percebemos que éramos os únicos que faltavam para completar a classe.
*****
Após um longo dia de aulas, o diretor pediu um momento no pátio da universidade, enquanto os alunos estavam aguardando pelo término do almoço.
Gabriel| Boa tarde a todos! Para quem ainda não me conhece, sou Gabriel Zanella, o diretor da Universidade de Petrópolis. Peço um minuto da atenção de vocês para lhes dar as primeiras instruções de como será a organização dos grupos e das moradias.
Uma multidão começava a se aglomerar a frente de onde o diretor falava. Ele era relativamente jovem, devia ter seus 35 a 40 anos, vestindo um sobretudo aberto marrom, com calças negras. Seus cabelos eram castanhos, com um início de vestígio de que se tornariam grisalhos dentro de alguns anos.
Gabriel| A república será dividida em dois setores. O lado leste será reservado para as damas, enquanto que o lado Oeste ficará para os cavalheiros.
Algumas pessoas zombaram de maneira discreta, dos termos utilizados pelo diretor, para definir homes e mulheres. De fato, me senti vendo um filme da década de 70.
Gabriel| Cada um dos setores terá sala de jogos, televisão, informática, além de banheiros e dormitórios amplos, e claro, uma cozinha própria. Serão permitidas as visitas de alunos dos outros setores, desde que respeitem o prazo limite que é até as 22h. Para que isso seja cumprido, os monitores ficarão incumbidos da tarefa de fiscalizar os territórios antes de irem se deitar. Caso alguém seja pego, serão aplicadas punições.
Troquei olhares com Luécia, que demonstrava certo ar de deboche. Em contrapartida, Alice mantinha-se atenta ao que era falado pelo diretor, exibindo um ar de satisfação no rosto.
Gabriel| Nos murais de avisos espalhados pelos corredores da universidade, vocês encontrarão as listas com os nomes e os locais de onde cada um irá dormir e morar a partir de hoje. Respeitem o que foi decidido, e caso haja alguma discordância, comuniquem aos monitores, para que o caso seja levado até a coordenação.
Quando chegamos ao dormitório A-3 e abrimos a porta, nos deparamos com um quarto simples, mas com móveis antigos e de madeira escura. Duas camas de beliche ficavam frente a frente, enquanto que uma escrivaninha e uma penteadeira ficavam no espaço entre elas. A penteadeira me encantou, pelo visual antigo e rústico, mas ao mesmo tempo, elegante. O vidro estava extremamente limpo, assim como todo o resto do quarto, que cheirava a lavanda, demonstrando ter passado por uma boa limpeza antes de entrarmos lá. Alice e eu ficamos no mesmo quarto, enquanto que Luécia ficou há três quartos de distância de nós. Uma garota entrou, largando sua mala enorme no meio do chão do quarto. Ao olhar para nós, demonstrou certa reprovação, e foi tão curta e direta quanto Luécia seria.
May| Espero que vocês não ronquem.
A noite chegou com certa rapidez, e eu adormeci antes das sete da noite. Estava morta de cansada do dia intenso e da viagem da madrugada anterior, que tinha sido barulhenta e desconfortável.
Eu estava caminhando floresta adentro, com os pés cobertos por uma densa neblina, que ficava cada vez mais intensa conforme dava meus passos discretos. Minha respiração estava ofegante e meu coração mantinha-se acelerado. Nenhum sinal de vida me rodeava, apesar de estar em um local que normalmente teria insetos e outros bichos nojentos. Um frio intenso aumentava a cada sopro de vento forte que vinha em minha direção, lançando algumas folhas secas contra o meu corpo. Meus olhos se fechavam e abriam com uma freqüência acima do normal, na tentativa de evitar que ardessem e lacrimejassem ainda mais do que já estavam. Um barulho surgiu a minha frente, discreto, porém, alto o suficiente para me fazer parar e ficar apavorada. Pude notar que alguma coisa estava próxima de mim. Dei dois passos e notei um vulto negro agachado, se mexendo muito pouco. Meu corpo suava frio, minha respiração parecia estar parando drasticamente, enquanto que meu coração estava prestes a sair pela boca. Tomei coragem e avancei mais um pouco, quando percebi que o vulto era um homem nu, que estava abaixado, com algo nas mãos. Mesmo tentando impedir, soltei um gemido de susto, alto o suficiente para fazê-lo perceber minha presença. Seus olhos estavam amarelos, feito dois faróis. Seus dentes eram pontudos e afiados. Notei que o que ele tinha nas mãos, era um pedaço de carne. Para meu desespero, ao olhar para o chão, percebi que aquele pedaço, era o pouco que restara de um corpo mutilado de algum humano.
Natureza| NÃOOOOOO!
Levantei-me da cama extremamente nervosa e assustada. Alice e May levantaram-se apavoradas. Alice veio me ajudar, e notou que eu tinha tido um pesadelo e estava completamente suada.
Alice| Calma! Foi apenas um pesadelo!
May| Mas que droga! Quase me matou do coração sua maluca!
Natureza| Foi tão...
Puxei a respiração, na tentativa de recuperar o fôlego.
Natureza| ...real.
Três Marias/MG
Harry sentiu algo como se tivesse farejado uma presa deliciosa e extremamente apetitosa.Harry| Não pode ser! Sinto a presença dela...
Harry concentrou-se e percebeu algo muito distante, mas forte o suficiente para identificar sua localização.
Harry| Possui morros e montanhas ao seu redor. O cheiro de floresta úmida mesclado com um resquício muito fraco de maresia. Não pode ser! Ela está lá. Finalmente a encontrei!
Um homem alto e com braços definidos surgiu em meio à escuridão, dando alguns passos na direção de Harry. Seus olhos vermelhos e seus dentes similares ao de uma moréia contendo algumas gotas de sangue, demonstravam que ele tinha acabado de se alimentar dos restos mortais de Chica.
Custódio| Até que enfim você encontrou a reencarnação da Celina. Já estava começando a perder a paciência.
Harry| O que vamos fazer?
Custódio| Vamos atrás dela oras. Precisamos dela para trazer o Narak de volta a vida. Só com o poder dele, poderemos unificar o mundo dos homens ao mundo de Animalia.
Personagens deste episódio:
Alice
Custódio
Gabriel
Harry
Jotapê
Luécia
May
Natureza
Samuka
Thomas
Participação especial:
Chica
Autor:
Narak Slater
Produção:
Play Studios
Direção Geral:
Narak Slater
Esta é uma obra que pertence a André Almeida,
qualquer tipo de reprodução, somente com autorização do mesmo.
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